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Pirâmide Financeira: Famosos caem em golpe de R$ 170 milhões

Apesar desse tipo de golpe ser aplicado há muito tempo, milhares de pessoas continuam caindo e suportando enormes prejuízos financeiros, inclusive famosos, como Cristiana Pompeo que perdeu dez anos de FGTS na pirâmide financeira, o jogador Zico e o comediante Sérgio Mallandro, que caíram no golpe da JJ Invest que movimentou em torno de R$ 170 milhões.

Até o Neymar foi usado para divulgação, usando uma camisa da JJ Invest em uma partida beneficente patrocinada pela empresa. Além disso ter sido um forte ponto para divulgar a pirâmide e conquistar a “confiança” das pessoas, outros fatores também contribuíram para que as vítimas achassem que, realmente, não se tratava de um golpe, como promessas de lucros rápidos de 10 a 15% e ter patrocinado 24 times de futebol (vários da primeira divisão), inclusive ter sua marca estampada nas camisas de grandes times.

Contudo, desde 2019, a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) emitiu um alerta ao mercado, informando que o fundador da JJ Invest, Jonas Jaimovick, não tinha autorização para exercer atividade de administração de carteiras e de consultoria de valores mobiliários.

Recentemente, após estourar o golpe, ele foi preso, tendo sido considerado pela polícia como o maior operador de pirâmides do país.

Para quem não sabe, a pirâmide financeira é um esquema de negócio que funciona através da indicação de novos membros que investem (pagam uma taxa de adesão) para sustentar membros antigos. Geralmente, alguém que já esteja na pirâmide chama outras pessoas, dizendo ser uma chance imperdível e, à medida que mais pessoas entram, mais cresce a base de associados, por isso o nome “pirâmide”, vez que os níveis de baixo, sustentam os de cima e o dinheiro sempre flui em direção ao topo.

Porém, elas se tornam insustentáveis com o tempo: a capacidade de atração de novos membros atinge o limite, fazendo com que o pagamento aos associados começa a atrasar e estes não conseguem fazer contato direto com o líder da pirâmide para cobrar, vez que a maioria dos investidores só conhece a pessoa que o atraiu para o esquema.

Isso não se trata apenas de um negócio que não deu certo, atrair pessoas a investirem em algo que sabe que não se sustenta é crime contra a economia popular, tipificado no art. 2º, inciso IX, da Lei nº 1521/51, chamado por “crime de pirâmide” ou “esquema de pirâmide” que consiste em tentar ou obter ganhos ilícitos, através de especulações ou meios fraudulentos, causando prejuízo a diversas pessoas.

Tanto o líder da pirâmide quanto aqueles que participam, tendo lucro ou prejuízo, cometem crime.

Pegadinha do Mallandro? Foto: 500px

Pegadinha do Mallandro?