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Criminosos utilizam celulares roubados para golpes do Pix

Conforme noticiado pela Folha de São Paulo, uma associação criminosa ligada ao Primeiro Comando da Capital (PCC) está sendo acusada de furtar e roubar celulares para invadir contas bancárias e realizar transferências fraudulentas via Pix.

A partir da prisão de um homem que desbloqueava as senhas de um iPhone furtado, foi possível investigar a quadrilha.

Ao roubar ou furtar celulares, eles acessam os apps bancários e utilizam o Pix para retirar o dinheiro da conta da vítima no mesmo dia, antes que o banco bloqueie o acesso.

De acordo com as investigações, a estrutura da quadrilha é muito organizada, havendo um especialista para cada função:

- Desbloqueador de tela.

- Burlador de senhas bancárias, ou seja, pessoas que emprestam suas contas em troca de um percentual do dinheiro e outras que abrem contas com dados roubados.

- “Mulas”: os contratados para transportar iPhones furtados até a África. Isso porque, devido à dificuldade de utilizar os telefones bloqueados no Brasil, os modelos da Apple e outros celulares mais caros são revendidos no continente africano.

Em média, são desviados a cada caso, R$ 50 mil, mas em outros casos foram cerca de R$ 2 mil e alguns chegaram a além de R$100 mil.

Tais altos valores obtidos com a fraude têm sido o principal motivador para a participação do PCC neste tipo de ação.

A quadrilha também é suspeita de sequestro relâmpago para saques em bancos.

Desvios ultrapassam R$100 mil Foto: shutterstock

Desvios ultrapassam R$100 mil