Espaço Rock

Um Espaço que mostra o que afeta sua Vida Financeira:

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    C6 Bank continua sendo o banco com mais reclamações sobre crédito consignado

    O C6 Bank, banco digital, tem se mantido nos Rankings de Reclamações dos Bancos e Financeiras divulgados pelo Banco Central.

    No ano passado, a Rock fez um ranking dos piores bancos em 2020 analisando o resultado dos 4 rankings trimestrais fornecidos pelo BC, tendo o C6 Bank ocupado o terceiro lugar.

    No primeiro trimestre deste ano, foi o banco com maior número de reclamações reguladas procedentes versus o número de clientes, dentre os bancos e financeiras com menos de quatro milhões de clientes. O índice de reclamações foi de 979,53.

    Já no segundo semestre, o C6 Bank teve uma queda significativa de reclamações, com índice de 433,76, caindo para o quarto lugar do ranking.

    Porém, quanto às reclamações de oferta ou prestação de informação sobre crédito consignado de forma inadequada, ainda que tenha diminuído de 4.217 reclamações no primeiro trimestre para 2.111 no segundo trimestre, o C6 BANK tem se mantido pioneiro neste ano.

    Quanto às irregularidades relativas à integridade, confiabilidade, segurança, sigilo ou legitimidade dos serviços relacionados a operações de crédito, o C6 BANK que estava em primeiro lugar com o maior número de reclamações (838), no primeiro trimestre, caiu para o quinto lugar, com 137 reclamações no segundo trimestre.

    Contudo, as irregularidades relativas à integridade, confiabilidade, segurança, sigilo ou legitimidade das operações e serviços relacionados a cartões de crédito subiram: de 31 reclamações no primeiro trimestre, foi para 187 no segundo.


    Da mesma forma ocorreu com relação aos serviços disponibilizados em internet banking: de 36 subiu para 219 reclamações, ocupando o terceiro lugar do ranking.

    Reclamações do C6 Bank Foto: shutterstock

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    Quem deve requerer Auxílio por Incapacidade Temporária ao INSS: empregador ou empregado?

    Quando o assunto é requerer benefício do INSS, muitas dúvidas surgem. Principalmente quando ocorrem fatos que ensejam em auxílio por incapacidade temporária que, certamente, não estava na lista de objetivos do trabalhador, vez que possui caráter não programável, de modo que decorre de uma situação adversa que gera a incapacidade laborativa, e não de um planejamento ou previsibilidade do segurado.

    Lembramos que o Auxílio por Incapacidade Temporária é o conhecido auxílio-doença, que teve sua nomenclatura mudada após a reforma trabalhista.

    São três os requisitos para a concessão dos benefícios por incapacidade temporária:

    1) Qualidade de segurado;

    2) Cumprimento do período de carência de 12 contribuições mensais;

    3) Incapacidade para o trabalho, de caráter temporário ou atividade habitual de maneira temporária, por mais de 15 dias seguidos, em razão da ocorrência de moléstia relacionada ou não com o labor.

    Nos primeiros 15 dias de afastamento, a empresa remunera o empregado. Após esse tempo, este receberá benefício do INSS, se assim for deferido o seu requerimento. (Artigo 75 do Decreto nº 3048/99).

    “Art. 75. Durante os primeiros quinze dias consecutivos de afastamento da atividade por motivo de incapacidade temporária, compete à empresa pagar o salário ao segurado empregado. (Redação dada pelo Decreto nº 10.410, de 2020)

    § 1º Cabe à empresa que dispuser de serviço médico próprio ou em convênio o exame médico e o abono das faltas correspondentes aos primeiros quinze dias de afastamento.

    § 2º Quando a incapacidade ultrapassar o período de quinze dias consecutivos, o segurado será encaminhado ao INSS para avaliação médico-pericial. (Redação dada pelo Decreto nº 10.410, de 2020)."

    Mas a quem cabe requerer o Auxílio por Incapacidade Temporária? Não é raro acontecer de o empregado deixar de requerer achando que a empresa fará o protocolo e a empresa, de outro lado, achar que o empregado vai resolver.

    O art. 76-A do Decreto nº 3048/99 estabelece que:

    “Art. 76-A. É facultado à empresa protocolar requerimento de auxílio por incapacidade temporária ou documento dele originário de seu empregado ou de contribuinte individual a ela vinculado ou a seu serviço, na forma estabelecida pelo INSS.”

    Ou seja, a empresa não tem a obrigação de protocolar o requerimento, muito embora muitas se encarregam de fazê-lo.

    Assim, a obrigação é do empregado. Mesmo assim, a empresa terá acesso às decisões administrativas do benefício requerido pelo trabalhador, conforme disposto no art. 76-B do mesmo decreto:

    “Art. 76-B. A empresa terá acesso às decisões administrativas de benefícios requeridos por seus empregados, resguardadas as informações consideradas sigilosas, na forma estabelecida em ato do INSS.” (Incluído pelo Decreto nº 10.410, de 2020)

    Agora já sabe: o melhor é perguntar à empresa se ela se encarregará de fazer o protocolo. Mas a obrigação, à princípio, é do empregado.


    Para ver o Decreto nº 3048/99 completo: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto/d3048.htm

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    Empreendedorismo digital: Google lança programa para ajudar pequenas e médias empresas

    Se você é empreendedor ou que empreender, vai gostar dessa novidade! O Google lançou hoje a segunda edição do programa que ajuda pequenas e médias empresas a vender pela internet. Com o nome “Cresça com o Google”, o programa oferece ferramentas e soluções, gratuitas e pagas, para:

    - Criar sua loja digital;

    - Gerenciar sua loja virtual;

    - Receber pagamentos on-line;

    - Anunciar o estoque da sua loja física.

    Assim, há vários cursos para aprender novas habilidades para o negócio e carreira dos empreendedores, tais como:

    - Construir sua presença on-line;

    - Venda on-line;

    - Conectar com clientes;

    - Alcançar público com anúncios;

    - Entender a necessidade dos seus clientes;

    - Crescer sua base de clientes etc.

    Além disso, disponibiliza ferramentas e como usá-las para aumentar sua produtividade.

    De acordo com o Google, em 2019, as ferramentas de busca e publicidade do Google, o Google Play e o YouTube ajudaram a movimentar a economia do país e impactaram empresas, publishers, organizações sem fins lucrativos, criadores e desenvolvedores no Brasil.

    Foram 188 mil empresas que se beneficiaram das ferramentas do Google e gerados R$ 51 bilhões em atividade econômica.


    Para acessar e conhecer mais o Programa do Google: https://cresca.withgoogle.com/intl/pt-br/grow-sales/?utm_source=press&utm_medium=press&utm_campaign=Programa

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    Está acabando o prazo para saque do PIS/Pasep 2020-2021

    O abono salarial, ​instituído pela Lei n° 7.998/90, é um benefício anual do trabalhador equivalente ao valor de, no máximo, um salário-mínimo.

    O prazo para saque do abono salarial do PIS/Pasep, calendário 2020/2021, ano-base 2019, acabará no dia 30 de junho. Quem perder o prazo terá que esperar o início do próximo calendário do abono salarial, previsto apenas para 2022. Porém, pelas regras em vigor, é assegurado o direito aos valores do PIS/Pasep pelo prazo de cinco anos.

    Para ter direito ao abono, o trabalhador precisa:

    - Estar cadastrado no PIS há pelo menos cinco anos;

    - Ter recebido remuneração mensal média de até dois salários mínimos durante o ano-base;

    - Ter exercido atividade remunerada para Pessoa Jurídica, durante pelo menos 30 dias, consecutivos ou não, no ano-base considerado para apuração;

    - Ter seus dados informados pelo empregador (Pessoa Jurídica) corretamente na Relação Anual de Informações Sociais (RAIS)/eSocial.

    - ter trabalhado no mínimo 30 dias com carteira assinada por empresa no ano-base, requisito para ter o direito ao Abono Salarial, e cada mês trabalhado equivale a 1/12 de salário mínimo no valor do benefício, sendo que o período igual ou superior a 15 dias contará como mês integral.

    O valor é proporcional ao tempo de serviço do trabalhador no ano-base em questão. O cálculo do valor do benefício corresponde ao número de meses trabalhados no ano-base multiplicado por 1/12 do valor do salário-mínimo vigente na data do pagamento.

    O pagamento pode ser realizado:

    - Por crédito em conta, quando o trabalhador possui conta corrente, poupança ou Poupança Social Digital na CAIXA;

    - Nos caixas eletrônicos, nas Casas Lotéricas e nos Correspondentes CAIXA Aqui utilizando o Cartão do Cidadão;

    - Em agência da CAIXA, apresentando o número do PIS e um documento oficial de identificação.

    Para os servidores públicos que têm direito ao Pasep e são correntistas do Banco do Brasil, os créditos foram realizados em conta de forma automática. Para o demais beneficiários, os pagamentos poderão ser realizados via TED, sem custo, nas agências ou no site www.bb.com.br/pasep.


    Para saber como sacar, consultar o calendário de pagamentos: https://www.caixa.gov.br/beneficios-trabalhador/abono-salarial/Paginas/default.aspx#como-sacar

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    Não perca o prazo do saque!

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    Conhece a licença PET-ernidade para quem adota um pet?

    Com o isolamento requerido pela pandemia, houve um grande aumento pela procura de adoção de pets.

    Assim, para ajudar na adaptação do pet ao novo lar, bem como do dono se dedicar à chegada e adaptação do novo bichinho, muitas empresas, por inciativa própria, garantem aos seus empregados uma folga de dois dias sem prejuízo da remuneração, chamada de licença PET-ernidade.

    Tal movimento foi lançado pela Petz e teve apoio de muitas empresas, como: Vivo, Ogilvy, Royal Canin, Zee.Dog, Purina e a consultoria Great Place to Work, que passaram a oferecer a licença para os seus colaboradores.

    Segundo o diretor executivo da Ogilvy Brasil, Márcio Fritxen, o movimento reflete a importância dos animais de estimação na vida das pessoas e reforça o papel das empresas tanto no fomento à saúde mental quanto no respeito aos animais.

    A Licença funciona da seguinte forma: ao realizar a adoção de um cão ou gato, os colaboradores das empresas que aderiram ao movimento, notificam o RH da empresa, apresentando as devidas documentações que comprovam a iniciativa, e então passam a usufruir do benefício de dois dias livres para cuidar do pet. Cada empresa que aderir ao programa estabelecerá como isso funcionará.


    O que achou dessa licença PET-ernidade de dois dias sem prejuízo da remuneração? Será que vai pegar?


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    Fomentando a adoção de pets

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    Posso acumular aposentadoria com pensão por morte?

    Imagine a situação de um viúvo ou viúva poder ou não acumular sua aposentadoria com a pensão por morte de sua falecida ou de seu falecido cônjuge.

    A regra quanto à acumulação não mudou, ou seja, pode haver acumulação, porém, houve mudança quanto ao cálculo da pensão, que se tornou menos vantajosa.

    A pensão por morte é equivalente a uma cota familiar de 50% do valor da aposentadoria recebida pelo de cujus ou daquela a que ele teria direito se fosse aposentado por incapacidade permanente na data do óbito, acrescida de cotas de 10% por dependente, até o máximo de 100%.

    Se houver, por exemplo, a viúva mais um dependente, a sua aposentadoria será matida integralmente, mas a pensão por morte será de 70%, que corresponde a 50% da cota familiar + 10% da viúva dependente + 10% do dependente). Assim, se houver apenas a viúva, a pensão por morte corresponderá a 60% do montante integral da aposentadoria pelo de cujus recebida ou da aposentadoria por incapacidade permanente que ele recebia na data do óbito.

    Se o de cujus deixa duas pensões por morte (RPPS e outro RGPS), o viúvo ou viúva, além de receber a própria aposentadoria, receberá o valor integral do benefício mais vantajoso e uma parte do segundo benefício. Tal regra está contida no §2º do art. 24 da Emenda Constitucional nº 103/2019.

    O artigo 24 da EC 103/2019, diz:

    “Art. 24. É vedada a acumulação de mais de uma pensão por morte deixada por cônjuge ou companheiro, no âmbito do mesmo regime de previdência social, ressalvadas as pensões do mesmo instituidor decorrentes do exercício de cargos acumuláveis na forma do art. 37 da Constituição Federal.

    § 1º Será admitida, nos termos do § 2º, a acumulação de:

    I - pensão por morte deixada por cônjuge ou companheiro de um regime de previdência social com pensão por morte concedida por outro regime de previdência social ou com pensões decorrentes das atividades militares de que tratam os arts. 42 e 142 da Constituição Federal;

    II - pensão por morte deixada por cônjuge ou companheiro de um regime de previdência social com aposentadoria concedida no âmbito do Regime Geral de Previdência Social ou de regime próprio de previdência social ou com proventos de inatividade decorrentes das atividades militares de que tratam os arts. 42 e 142 da Constituição Federal; ou

    III - pensões decorrentes das atividades militares de que tratam os arts. 42 e 142 da Constituição Federal com aposentadoria concedida no âmbito do Regime Geral de Previdência Social ou de regime próprio de previdência social.

    § 2º Nas hipóteses das acumulações previstas no § 1º, é assegurada a percepção do valor integral do benefício mais vantajoso e de uma parte de cada um dos demais benefícios, apurada cumulativamente de acordo com as seguintes faixas:

    I - 60% (sessenta por cento) do valor que exceder 1 (um) salário-mínimo, até o limite de 2 (dois) salários-mínimos;

    II - 40% (quarenta por cento) do valor que exceder 2 (dois) salários-mínimos, até o limite de 3 (três) salários-mínimos;

    III - 20% (vinte por cento) do valor que exceder 3 (três) salários-mínimos, até o limite de 4 (quatro) salários-mínimos; e

    IV - 10% (dez por cento) do valor que exceder 4 (quatro) salários-mínimos.”


    Ressalta-se que tais restrições não serão aplicadas se o direito aos benefícios houver sido adquirido antes da data de entrada em vigor da referida Emenda Constitucional, qual seja, 13 de novembro de 2019.

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    Mudança de algumas regras

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    Alfabetizados, mas analfabetos financeiros: você é um deles?

    Diz-se alfabetizado, aquele que aprendeu a ler e a escrever. Mas têm muitos alfabetizados analfabetos por aí.

    O Brasil possui cerca de 211.755.692 de habitantes e, segundo o IBGE, ainda existem 11 milhões de analfabetos. Ocorre que esse número é bem maior quando se fala em analfabetismo financeiro. No início de 2020, antes da pandemia, o número de brasileiros com o nome negativado no Serviço de Proteção ao Crédito (SPC) eram de 61 milhões de brasileiros. Com a pandemia esse número subiu. Em abril de 2020, já existiam mais de 62,83 milhões.

    Isso demonstra que a falta de educação financeira contribui para o crescimento do endividamento no Brasil. Não obstante, os brasileiros perdem bilhões de reais por ano por falta de conhecimento de finanças, falta de conhecimento de produtos e serviços bancários e falta de conhecimento básico de economia. Cerca de 70 milhões de pessoas gastam tudo o que ganham.

    No cenário mundial, segundo pesquisa global sobre Educação Financeira da S&P Global Finlit Survey: dois em cada três adultos no mundo são analfabetos financeiros. O Brasil está na 74ª posição, atrás de alguns dos países mais pobres do mundo como Madagascar, Togo e Zimbábue. Contatou-se ainda, que no Brasil há uma disparidade entre homens e mulheres: 41% dos homens são educados financeiramente, ante 29% das mulheres.

    Quanto aos jovens, segundo o relatório do Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (Pisa, na sigla em inglês), divulgado em 2018, o Brasil é o 4º pior país em competência financeira de jovens, que demonstrou a dificuldade de fazer contas financeiras básicas, comuns no dia a dia de um adulto, entre outros assuntos que envolvem situações com cartões de débitos e contas bancárias, entendimento de taxa de juros e empréstimos, escolha entre uma variedade de planos de celular etc. O Brasil ficou entre os piores de 20 países, em 17ª posição.

    Um dos grandes problemas que contribui para esses índices é que a Educação Financeira ainda não é uma realidade nas salas de aula. Segundo a Associação de Educação Financeira do Brasil (AEF Brasil), a situação é mais grave nas regiões Centro-Oeste e Nordeste, onde estão, respectivamente, apenas 7% e 8% das escolas do País que trabalham o conteúdo. No Sudeste as atividades de seus colégios representam 20% do total nacional, o Sul 32% e Norte 33%.

    Saber ler e escrever não quer dizer saber lidar com finanças e dinheiro. Há muitos casos em que há pessoas formadas em ensino superior, altos cargos e até ganhando bem, que são analfabetos financeiros. Pode-se se dizer que metade ou até mesmo a maioria são leigos no assunto. De acordo com o Banco Central, por exemplo, a proporção de endividamento de famílias com renda acima de 10 salários-mínimos em fevereiro deste ano de 2020, era de 62,1%.

    Outro exemplo, são ganhadores de sorteios e prêmios em dinheiro, que ganharam fortunas e perderam tudo em pouco tempo.

    Em contrapartida, há muitos casos de pessoas que cursaram apenas o primário ou o ensino fundamental ou médio incompleto e são prósperos e empresários de sucesso, como: John D. Rockefeller (fundador da Standard Oil Company); Henry Ford; Amancio Ortega; Kirk Kerkorian (fundador do MGM Grand, famoso hotel e casino em Las Vegas); Francois Pinault (com participações em marcas como Gucci, Christie, Samsonite e Puma, Pinault); David H. Murdock; Richard Branson; Carl Lindner Jr.; Joe Lewis entre outros.

    Por isso, a Rock se preocupa tanto com a educação financeira e fornece vários conteúdos e ferramentas gratuitas para que todos tenham acesso à educação financeira e transformem suas finanças e vivam de forma mais digna.

    A Rock desenvolve serviços, tecnologias e conteúdo para informação, conscientização e orientação de todas as pessoas que desejam aprender sobre finanças, seus métodos, planejamento e organização, através de conteúdos educativos, vídeos e simuladores disponíveis, além de tirar dúvidas e orientar nas relações entre você e seu banco.

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    Como saber se o MEI precisa declarar Imposto de Renda?

    No post anterior, mostramos o passo a passo de como o MEI faz a Declaração Anual do MEI – DASN-Simei, que não se confunde com o Imposto de Renda, que só deve ser feito pelo MEI se sua renda tributável for maior que R$ 28.559,70 ou se encaixar em outras hipóteses que o obriga a declarar IR, tais como, ter negociado ações em 2020 e possuir bens acima de R$ 300 mil.


    Mas como o MEI sabe que ultrapassou o limite que o obriga a declarar IR?

    1-     Somar todas as fontes de renda - Além do que já citamos acima sobre os valores de bens e ações, é necessário somar todas as fontes de renda do ano a ser declarado, se, além da sua atividade como MEI, obteve outras rendas, como aluguel, outro emprego ou aposentadoria. Se a soma das rendas (renda tributável MEI + outras rendas) ultrapassar R$ 28.559.70, deverá declarar IR.


    2-     Calcular a parcela isenta - parte do lucro do MEI é isento de Imposto, conforme o seu tipo de atividade:

    I- Serviços de qualquer natureza: 32% da receita bruta anual;

    II- Transporte de passageiros: 16% da receita bruta anual;

    III- Comércio, indústria e transporte de carga: 08% da receita bruta anual.

    Ex: MEI prestou serviços em 2020 e obteve renda bruta de R$ 70 mil.

    Parcela isenta: 32% de R$ 70 mil = R$ 22.400,00


    3-     Calcular as despesas – são todos os valores* que foram escriturados em livro-caixa que, de acordo com a Receita Federal podem ser:

    I- A remuneração paga a terceiros: deve haver vínculo empregatício com os respectivos encargos trabalhistas e previdenciários;

    II- Os emolumentos pagos a terceiros: valores de retribuição pela execução, pelos serventuários públicos, bem como de atos cartorários, judiciais e extrajudiciais;

    III- As despesas de custeio pagas: custos para a manutenção física do negócio, como: água, luz, telefone, aluguel e matéria-prima. Para serem deduzidas, essas despesas devem estar acompanhadas de recibos identificáveis.

    Se o MEI exerce a atividade em sua própria residência, é abatido 1/5 do valor das contas de aluguel, água, gás, taxas, impostos, telefone, celular e condomínio. Porém, para serem deduzidos, os comprovantes devem estar no nome do empreendedor.

    *Tais valores são limitados ao valor da receita mensal recebida.


    Mas atenção! Não são despesas dedutíveis:

    - As despesas referentes à prestação de serviços de transporte e aos rendimentos auferidos pelos garimpeiros;

    - As quotas de depreciação de instalações, máquinas, equipamentos e despesas de arrendamento (leasing);

    - Doações para ONGs ou campanhas políticas;

    - As despesas de locomoção e transporte, exceto se for representante comercial autônomo, quando correrem por conta própria.


    4-     Calcular o lucro tributável - A conta é simples: lucro tributável = renda bruta menos parcela isenta menos despesas.

    Ex: Usando o mesmo exemplo citado e supondo que as despesas foram de R$15 mil.

    Lucro tributável = 70 mil - 22,4 mil - 15 mil

    Lucro tributável = 32.600 => acima de R$ 28.559,70 => deve declarar IR


    Como o MEI deve declarar IR?

    Vamos continuar com o mesmo exemplo acima.

    - Na ficha "Rendimentos isentos e não tributáveis", opção 13: "Rendimento de sócio ou titular de microempresa ou empresa de pequeno porte optante pelo Simples Nacional" - você colocará o valor da parcela isenta, que pelo exemplo, seria R$ 22.400,00.

    - Na ficha de "Rendimentos tributáveis recebidos de pessoa jurídica" informe o CNPJ e o nome da sua empresa e informe o valor do lucro tributável, que no exemplo, seria R$ 32.600. Tal valor será somado às demais rendas do trabalhador e dos seus dependentes para o cálculo do Imposto.


    Tem dúvidas? Pergunte em nossa Comunidade Rock, nossos especialistas te responderão gratuitamente! Além de aprender, você ganhará moedas rocks!

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    Como fazer a Declaração Anual do MEI

    Antes de mostrar o passo a passo de como fazer a Declaração Anual do MEI é importante você saber de algumas informações importantes:

    • O prazo anual é até 31 de maio, mas neste ano de 2021, o prazo será até 31 de junho;
    • A Declaração Anual do MEI não se confunde com a Declaração do Imposto de Renda;
    • É obrigatória para todos os MEI’s existentes em 2020;
    • O MEI que não apresentar a declaração no prazo está sujeito a multa de até 20% do valor dos tributos declarados;
    • Não depende de faturamento: o MEI que faturou ou não em 2020, ou seja, vendeu ou não, prestou serviço ou não, deve fazer a Declaração Anual;
    • Não tem tributo a pagar ou a restituir;
    • Se o MEI, em 2020, obteve lucro tributável acima de R$ 28.559,70, precisa também declarar o Imposto de Renda.


    Agora, vamos ao passo a passo de como preencher o DASN-Simei, que é essa Declaração Anual:


    1-     Acesse o site da Receita Federal: http://www8.receita.fazenda.gov.br/SimplesNacional/Aplicacoes/ATSPO/DASNSIMEI.app/Default.aspx ;

    2-     Informe o CNPJ do MEI e clique em CONTINUAR;

    3-     Selecione o ano 2020, deixe os demais em branco e clique em CONTINUAR;

    4-     Preencha os campos da seguinte forma:

    - Se a atividade do MEI é de comércio (venda), indústria, transporte e alimentação: preencha o primeiro campo com o valor total bruto* obtido em 2020 e deixe o segundo campo como 0,00;

    - Se a atividade do MEI é de prestação de serviços, exceto transporte e alimentação: preencha o segundo campo com o valor bruto obtido em 2020 e deixe o primeiro campo como 0,00;

    - Se faturou em ambas as atividades: preencher os dois campos, cada um com o valor respectivo de faturamento em 2020;

    - Se não faturou em 2020: preencher os dois campos com 0,00.

    * Para saber os valores, deve somar os faturamentos mensais de 2020.

    5-     Selecione se o MEI possuiu ou não empregado durante 2020;

    6-     Clique em TRANSMITIR na tela que mostra os pagamentos mensais do DAS; e

    7-     Imprima a declaração ou salve-a em seu eletrônico por, no mínimo, cinco anos.


    Pronto! Não leva nem cinco minutos! Por isso, é muito importante que o MEI controle todo o faturamento das vendas ou prestação de serviço para que fique fácil na hora de calcular os valores a serem preenchidos.

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    Passo a passo

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    3 vantagens de fazer uma holding familiar

    Planejar a sucessão, as finanças e proteger seu patrimônio, evitará problemas futuros como brigas entre familiares e otimização tributária.

    A holding é utilizada como estrutura societária para centralizar e consolidar decisões de um grupo empresarial, o que facilita a gestão financeira e sucessória.

    Neste sentido, uma holding familiar é uma empresa que tem por objetivo controlar e proteger o patrimônio das pessoas da mesma família.

    Então, caso deseje criar uma holding familiar, procure escritórios e empresas especializadas no assunto.