Espaço Rock

Um Espaço que mostra o que afeta sua Vida Financeira:

  • + Análise

    Empreendedorismo X pandemia: vantagens ou desvantagens?

    A pandemia causada pelo coronavírus realmente veio para tirar todos da zona de conforto. É indiscutível que não está sendo nada fácil privar-se de sua liberdade, ter que se isolar e sofrer grandes perdas. É uma fase de grandes aprendizados e adaptações.

    Mas o que também deve ser reconhecido é que a pandemia acabou acelerando mais o mercado a buscar tecnologias para realizarem atendimentos não presenciais e buscarem novas alternativas de negócios digitais.

    Só no tocante aos serviços públicos, foram digitalizados 1.000 serviços. Nisso, dos R$ 2 bilhões poupados com a transformação digital, R$ 1,5 bilhão é economia para sociedade ao eliminar a necessidade de o usuário ir até as agências dos órgãos públicos, gastar com transporte e dispor de tempo.

    Houve também a desburocratização e redução à metade do tempo para abertura de empresas no Brasil. Isso contribuiu significativamente para que o país tivesse, em 2020, o melhor desempenho da década na abertura de empresas, com mais de 20 milhões de negócios em funcionamento.

    Foram mais de 3 milhões de empresas abertas em 2020. Ainda que, no mesmo período houveram mais de um milhão de empresas que fecharam, o saldo ainda restou positivo, com mais de duas milhões de empresas.

    Outro fator importante foi a dispensa de alvarás e licenças para MEIs que, desde setembro do ano passado, podem exercer imediatamente as suas atividades.

    Várias medidas como essas facilitaram a vida do empreendedor durante a pandemia, impulsionando o giro e crescimento da economia.

    Mais vantagens que desvantagens. Foto: 500px

    Mais vantagens que desvantagens.

  • Foto de RockTheBank
    RockTheBank Rubi

    + Análise

    A CAIXA foi o Banco com mais reclamações em operações de crédito em 2020

    A Caixa tem mais de 100 milhões de clientes e as reclamações sobre irregularidades também são inúmeras.

    Para as situações envolvendo irregularidades relativas à integridade, confiabilidade, segurança, sigilo ou legitimidade dos serviços relacionados a operações de crédito a CAIXA teve o maior número de reclamações, com o total de 2.838, seguido do Santander (857) e do Bradesco (835).

    Essas irregularidades relativas às operações de crédito referem-se à:

    - Atraso na liberação do crédito;

    - Cobrança de parcela já quitada;

    - Cobrança em duplicidade;

    - Demora para devolver parcela cobrada indevidamente; e

    - Divergência no valor ou na quantidade de parcelas.

    As irregularidades sobre operações de crédito ocuparam o Ranking Rock em 3º lugar como o assunto de reclamação mais frequente em 2020.


    Para visualizar todos os rankings acesse www.bcb.gov.br/estabilidadefinanceira/rankingreclamações.

    Enquanto isso... os clientes que lutem! Foto: 500px

    Enquanto isso... os clientes que lutem!

  • Foto de RockTheBank
    RockTheBank Rubi

    + Análise

    ITAÚ: o Banco líder em problemas com cartões de crédito em 2020

    As irregularidades relativas à integridade, confiabilidade, segurança, sigilo ou legitimidade das operações e serviços relacionados a cartões de crédito foram protagonistas no Ranking de Reclamações divulgado pelo Banco Central.

    Isso porque, as reclamações referentes a cartões de crédito, esteve no ranking nos quatro trimestres: nos dois primeiros semestres ocupou o primeiro lugar e, nos dois últimos, houve uma melhora, ocupando o terceiro lugar.

    No Ranking feito pela Rock, esse tipo de reclamação foi o segundo mais frequente em 2020, tendo o ITAÚ sido o Banco com mais irregularidades relacionadas a cartões de crédito, com total de 1.887 ocorrência procedentes, seguido do Bradesco (1.662) e do BNP PARIBAS (978).

    Essas irregularidades sobre cartões de crédito referem-se à:

    - Cobrança em fatura de cartão de crédito que deveria ser estornada;

    - Cobrança indevida em fatura de cartão de crédito;

    - Compras não reconhecidas feitas com cartão de crédito clonado/roubado;

    - Cobranças em duplicidade em cartão de crédito;

    - Não reconhecimento de pagamento de fatura de cartão de crédito; e

    - Inconsistências em dados fornecidos ao cliente em fatura de cartão de crédito (ex.: soma dos lançamentos é diferente do total da fatura).

    O índice de reclamações (geral) do ITAÚ também subiu no final do ano de 2020, vez que, segundo divulgado pelo Banco Central, ocupou o 2º lugar no quarto trimestre no Ranking de Reclamações de Bancos e Financeiras com mais de quatro milhões de clientes.


    Para visualizar todos os rankings acesse www.bcb.gov.br/estabilidadefinanceira/rankingreclamações.




    O cliente consegue escapar? Foto: 500px

    O cliente consegue escapar?

  • Foto de RockTheBank
    RockTheBank Rubi

    + Análise

    C6 BANK: o banco com mais reclamações em crédito consignado em 2020

    O C6 Bank é uma fintech brasileira que oferece conta digital sem taxas com abertura via aplicativo, como a Nubank, Neon e Inter, que oferece somente atendimento on-line, não possuindo agências físicas.

    Dentre os serviços oferecidos, além de isentar o cliente da tarifa de manutenção, o banco digital oferece pagamento de pedágio grátis e não cobra por operações, incluindo transferências e saques na rede Banco24Horas.

    Porém, apesar de ser um banco digital recente, ou seja, aberto desde outubro de 2018, ele esteve no Ranking de Reclamações dos Bancos e Financeiras de 2020 divulgado pelo Banco Central.

    Ocupou o ranking em segundo lugar no quarto trimestre, com índice de reclamações de 1.779,55, cujo número foi o suficiente para ocupar o terceiro lugar no Ranking Rock como um dos piores Bancos em 2020.

    Além disso, foi o Banco que mais teve irregularidades referente à oferta ou prestação de informação sobre crédito consignado de forma inadequada, com 6.044 ocorrências reguladas procedentes, seguido do PAN (2.270) e ITAÚ (691).

    Ressalta-se que as irregularidades sobre crédito consignado foram as mais frequente das reclamações em 2020.


    Para visualizar todos os rankings acesse www.bcb.gov.br/estabilidadefinanceira/rankingreclamações.

    Tão novo e já no ranking... Foto: 500px

    Tão novo e já no ranking...

  • Foto de RockTheBank
    RockTheBank Rubi

    + Análise

    Bancos: reclamações mais frequentes em 2020

    O ano de 2020 não foi fácil para ninguém, nem mesmo para os clientes dos Bancos, que enfrentaram bastantes problemas ao recorrer às instituições bancárias diante das consequências da pandemia.

    Ou seja, no intuito de procurarem os Bancos para se ampararem ou resolver problemas financeiras, seja renegociando dívidas, seja contratando empréstimos, seja realizando operações e transações, a quantidade de irregularidades suportadas pelos clientes quase dobrou.

    Isso porque, em 2019, a quantidade total de ocorrências (irregularidades) reguladas procedentes, associadas a reclamações encerradas no período daquele ano, em que se verificou indício de descumprimento, por parte da instituição, de lei ou regulamentação cuja competência de supervisão seja do Banco Central do Brasil, foi de 49.275, onde em cada trimestre houve aumento gradativo com pouca diferença.

    Em 2020, a quantidade total de ocorrências (irregularidades) teve um grande salto: 84.825, uma diferença de 35.550 irregularidades à mais que o ano de 2019. A cada trimestre o número aumentava significativamente.

    Mas quais foram as reclamações mais frequentes por assunto em 2020?

    A Rock analisou o ranking dos 4 trimestres e chegou ao seguinte resultado:

    Em terceiro lugar: IRREGULARIDADES RELATIVAS À INTEGRIDADE, CONFIABILIDADE, SEGURANÇA, SIGILO OU LEGITIMIDADE DOS SERVIÇOS RELACIONADOS A OPERAÇÕES DE CRÉDITO – 9.943 ocorrências reguladas procedentes.

    As irregularidades quanto às operações de crédito estiveram no ranking nos quatro trimestres, ocupando em três o segundo lugar e o primeiro lugar no terceiro semestre.

    Em segundo lugar: IRREGULARIDADES RELATIVAS À INTEGRIDADE, CONFIABILIDADE, SEGURANÇA, SIGILO OU LEGITIMIDADE DAS OPERAÇÕES E SERVIÇOS RELACIONADOS A CARTÕES DE CRÉDITO – 9.459 ocorrências reguladas procedentes.

    As reclamações referentes a cartões de crédito não poderiam ficar de fora dos mais frequentes. Esteve no ranking nos quatro trimestres: nos dois primeiros semestres ocupou o primeiro lugar e, nos últimos dois, houve uma melhora, ocupando o terceiro lugar.

    Em primeiríssimo lugar: OFERTA OU PRESTAÇÃO DE INFORMAÇÃO SOBRE CRÉDITO CONSIGNADO DE FORMA INADEQUADA – 10.518 ocorrências reguladas procedentes.

    Apesar de ter ocupado o ranking apenas no quarto trimestre (em 1º lugar), o número de reclamações a respeito do crédito consignado superou até mesmo a soma de outras reclamações que apareceram mais vezes no ranking dos quatro trimestres.



    Para visualizar todos os rankings acesse www.bcb.gov.br/estabilidadefinanceira/rankingreclamações.

    "Ranking Rock": reclamações por assunto Foto: RocktheBank

    "Ranking Rock": reclamações por assunto

  • Foto de RockTheBank
    RockTheBank Rubi

    + Análise

    Quais foram os piores Bancos em 2020?

    Durante o ano de 2020, o Banco Central divulgou o ranking de reclamações a respeito dos Bancos e Financeiras em cada trimestre.

    Os índices de reclamações apresentados são baseados pelo número de reclamações reguladas procedentes versus o número de clientes.

    Assim, a Rock the Bank resolveu fazer um “RANKING ROCK” analisando os resultados entre os três primeiros lugares nos rankings dos quatro trimestres apresentados pelo BC, mostrando a você quais Bancos tiveram maiores índices de reclamações em 2020.

    Das instituições financeiras com mais de 4 milhões de clientes:

    3º lugar: a medalha de bronze ficou para o BMG (428,51).

    O BMG ocupou o ranking em três trimestres (uma em terceiro lugar e duas em segundo), não ocupando lugar no ranking no quarto trimestre.

    2º lugar: medalha de prata foi para INTER (489,05).

    Mesmo o INTER aparecendo em todos os rankings (duas vezes em primeiro lugar e duas vezes em terceiro) o seu índice de reclamações foi o segundo maior.

    1º lugar: com medalha de ouro do Banco mais reclamado em 2020 foi o PAN (587,37).

    Apesar do PAN ter ocupado o ranking em três trimestres (uma em segundo lugar e duas em primeiro), e ter tido uma melhora no quarto trimestre onde não ocupou o ranking, ainda assim, levou a medalha de ouro com o maior índice de reclamações.

    - Dos Bancos mais conhecidos como Banco do Brasil, Itaú, Caixa, Bradesco e Santander, todos estiveram entre os dez primeiros nos quatro trimestres, tendo o Itaú e a Caixa ocupado o ranking apenas no quarto trimestre.

    Das instituições financeiras com menos de 4 milhões de clientes:

    3º lugar: medalha de bronze para SAFRA (644,37).

    O Banco SAFRA ocupou o ranking em dois trimestres, sendo uma em terceiro lugar e outra em segundo.

    2º lugar: medalha de prata para C6 BANK (1.779,55).

    Apesar de ter aparecido no ranking apenas uma vez, no quarto trimestre (em 2º lugar), foi a financeira com o segundo maior índice de reclamações.

    1º lugar: a medalha de ouro foi para a FACTA FINANCEIRA S.A. - CRÉDITO FINANCIAMENTO E INVESTIMENTO (4.766,70).

    A FACTA esteve presente no ranking nos quatros trimestres, ocupando em todos, o primeiro lugar, com enorme diferença de índice em relação ao segundo colocado.


    Para visualizar todos os rankings acesse www.bcb.gov.br/estabilidadefinanceira/rankingreclamações.

     

    "Ranking Rock": piores bancos Foto: RocktheBank

    "Ranking Rock": piores bancos

  • Foto de RockTheBank
    RockTheBank Rubi

    + Análise

    Reestruturação do Banco do Brasil: centenas de agências fecharão e 5 mil funcionários serão demitidos

    O ano de 2021 entrou com grandes mudanças por parte de empresas que sofreram impactos com a pandemia e que precisam se adaptar à nova realidade.

    O Banco do Brasil, que ainda estava atrasado em relação aos seus concorrentes nos quesitos tecnologia e eficiência, anunciou a abertura de programas de reestruturação, de planos de demissão voluntária e de adequação para transformar a atuação de suas agências, atrair mais clientes digitais, reduzindo, consequentemente, a presença no mundo físico.

    Essa reorganização para ganhos de eficiência operacional resultará no fechamento de 361 unidades no país e na adesão ao programa de demissão de cerca de 5 mil funcionários. Estima-se que com isso, haverá mais eficiência em 870 pontos de atendimento e uma economia de R$ 353 milhões neste ano de 2021 e de R$ 2,7 bilhões até 2025.

    Portanto, os clientes do BB serão os maiores beneficiados por tal reestruturação vez que, através dos investimentos em digitalização, robotização e inteligência artificial, haverá mais eficiência na prestação de serviços, permitindo que os clientes realizem todas as operações por aplicativo e web, evitando deslocamentos e desgastes de horas em filas para atendimento.

    Tecnologia decolando. Foto: 500px

    Tecnologia decolando.

  • + Análise

    Para o MEI receber auxílio-doença precisa estar com o DAS quitado?

    Existem muitas vantagens em ser um MEI e, uma delas, é ter qualidade de segurado e poder usufruir de benefícios previdenciários, como auxílio-doença, a aposentadoria por idade e o salário-maternidade, além de outras vantagens.

    Um microempreendedor ao sofrer um acidente, por exemplo, pode requerer o auxílio-doença para se amparar, mas é necessário que o DAS (Documento de Arrecadação do Simples Nacional) esteja em dia.

    O DAS é uma guia unificada de impostos paga por quem é optante pelo simples nacional. Assim, é o único pagamento que um microempreendedor deve fazer mensalmente, no valor aproximado de R$ 50,00.

    Para receber o auxílio-doença, além de estar quite com essa obrigação, é necessário ter, no mínimo, 12 meses de contribuição. O prazo de carência para continuar na condição de segurado da Previdência também são de 12 meses. No 13º mês essa condição será cancelada.

    Porém, algumas doenças não necessitam desse prazo de carência: AIDS; alienação mental; cardiopatia grave; cegueira; contaminação por radiação; espondiloartrose; hanseníase; mal de Parkinson; neoplasia maligna; nefropatia grave; paralisia (irreversível ou incapacitante); tuberculose.

    Os débitos relativos ao DAS são passíveis de inscrição na dívida ativa.

    Neste ano, por conta da pandemia, foram adiados os prazos para pagamento do meses de março, abril e maio, cujos vencimentos ficaram, respectivamente, para outubro, novembro e dezembro.


    Portanto, se você for um microempreendedor e precisa de um auxílio-doença porque sofreu um acidente ou contraiu uma doença, você deve:

    -> Quitar o DAS que tiver em aberto: o débito pode ser parcelado pelo empreendedor, entrando no Portal do Empreendedor www.portaldoempreendedor.gov.br. Quitando sua dívida e o período de carência, os benefícios são retomados.

    -> Acessar o site da Previdência Social;

    -> Clicar em auxílio-doença e depois em solicitar benefício;

    -> Fazer o agendamento da perícia médica;

    -> Separar todos os documentos:

    . CPF;

    . RG;

    . Comprovante de pagamento do DAS provando que a carência foi cumprida (se for o caso);

    . Atestados e laudos médicos sobre o acidente ou doença;

    . Ficha do requerimento que foi preenchido no site.

    Esteja amparado! Foto: 500px

    Esteja amparado!

  • + Análise

    Alteração no crime de denunciação caluniosa segue para sanção.

    No intuito de aperfeiçoar a definição do crime de denunciação caluniosa, previsto no art. 339 do Código Penal, o Senado aprovou o PL 2810/2020 que agora seguiu para a sanção presidencial.

    O atual artigo de Lei assim tipifica denunciação caluniosa:

    “Art. 339. Dar causa à instauração de investigação policial, de processo judicial, instauração de investigação administrativa, inquérito civil ou ação de improbidade administrativa contra alguém, imputando-lhe crime de que o sabe inocente:”

    O Projeto propôs a seguinte nova redação:

    "Art. 339. Dar causa à instauração de inquérito policial, procedimento investigatório criminal, processo judicial, processo administrativo disciplinar, inquérito civil ou ação de improbidade administrativa contra alguém, imputando-lhe crime, infração ético-disciplinar ou ato ímprobo de que o sabe inocente:”

    Assim, o novo tipo penal substituiu as expressões “investigação policial” e “instauração de investigação administrativa” por “inquérito policial”, "procedimento investigatório criminal" e “processo administrativo disciplinar”.

    No final, acrescentou como conduta, além da hipótese de imputar crime a alguém, imputar "infração ético-disciplinar" ou "ato ímprobo", para considerar também como denunciação caluniosa, as denúncias falsas de infrações éticas e disciplinares se resultarem em processos, muito comum em perseguições por parte da administração pública.

    A pena imposta continuará a mesma: reclusão, de dois a oito anos, e multa, bem como as causas de aumento e diminuição de pena: aumentada de sexta parte, se o agente se serve de anonimato ou de nome suposto; diminuída de metade, se a imputação é de prática de contravenção.

    Mas o que isso tem a ver com finanças?

    É simples! Já pensou você, como cidadão, ou funcionário público responder processos criminais, judiciais ou disciplinares por perseguição de outra pessoa ou da própria administração pública dos quais sabem que você é inocente? Além de “manchar” sua reputação e dignidade, bem como do desgaste físico e, principalmente, emocional, há muitos gastos financeiros, como custas com advogados, custas processuais, deslocamentos para oitivas e audiências que, afetam direta e negativamente suas finanças. 

    Como a nova redação tipificou mais condutas como sendo de denunciação caluniosa, as chances de você ter prejuízos por falsas denúncias foram, praticamente, eliminadas.

    Mas o que tem a ver com finanças? Foto: 500px

    Mas o que tem a ver com finanças?

  • + Análise

    Investir na Bolsa de Valores tem retorno garantido?

    Nos últimos dias, a notícia que um influencer digital perdeu R$30 milhões em uma operação na Bolsa e depois sumiu, deu o que falar.

    Investidores aplicavam altos valores no Fundo que tinha o próprio nome do trader “Fundo Vinicius Ibraim” (sem CNPJ e sem registro na CVM), os quais eram depositados na conta corrente do mesmo. Ele realizava operações ao vivo, mostrando como investir na Bolsa seria rentável, garantindo ao público o retorno de 2 a 10% ao mês, induzindo ou instigando as pessoas a investirem com ele.

    No entanto, quando se trata de investimentos, nada é garantido! No mercado financeiro, não existe nada que garanta retorno junto ao Fundo.

    Impossível ainda, o retorno de 2 a 10% por mês, conforme o influencer teria garantido.

    Conforme a CVM 592, somente Consultores de Valores Mobiliários autorizados podem exercer essa atividade: “O exercício da atividade de Consultoria de Valores Mobiliários compreende a prestação dos serviços de orientação, recomendação e aconselhamento, de forma profissional, independente e individualizada, sobre investimentos no mercado de valores mobiliários, cuja adoção e implementação sejam exclusivas do cliente. Este profissional possui conhecimentos técnicos e práticos para auxiliar seu cliente na busca do produto que irá melhor atender a seus objetivos e necessidades pessoais. A consultoria de valores mobiliários só poderá ser exercida por pessoas físicas ou jurídicas previamente autorizadas pela CVM, conforme normas estabelecidas na Instrução CVM 592.”

    Fica o alerta rock aos investidores:

    - Conheça a Instrução Normativa da Comissão de Valores Mobiliários que dispõe sobre a constituição, a administração, o funcionamento e a divulgação de informações dos fundos de investimento – Instrução CVM 555.

    (http://www.cvm.gov.br/legislacao/instrucoes/inst555.html)

    - O administrador e o gestor são proibidos de receber depósito em conta corrente (art. 89, I).

    - São proibidos de prometer rendimento predeterminado aos cotistas (art. 89, V).

    - Consulte na CVM (http://www.cvm.gov.br/) se o Fundo está ativo, os seus administradores e os recursos financeiros que possui.

    - Não faça transferência direta para a conta da pessoa física, mas para o CNPJ do Fundo.

    - Verifique se o Fundo está registrado na CVM.

    - Veja se a pessoa física ou jurídica está habilitada a dar consultoria de valores mobiliários.

    - Não existe retorno garantido de 2% a 10% ao mês.

    - Performance passada não é garantia de retorno futuro.

    - Não acredite em tudo que assiste nas mídias sociais, Youtube. Tem muita coisa fake ou uma ilusão criada para fazer a pessoa apostar seu dinheiro.

    Não se iluda! Foto: 500px

    Não se iluda!