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Rock Rubi

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Alfabetizados, mas analfabetos financeiros: você é um deles?

Diz-se alfabetizado, aquele que aprendeu a ler e a escrever. Mas têm muitos alfabetizados analfabetos por aí.

O Brasil possui cerca de 211.755.692 de habitantes e, segundo o IBGE, ainda existem 11 milhões de analfabetos. Ocorre que esse número é bem maior quando se fala em analfabetismo financeiro. No início de 2020, antes da pandemia, o número de brasileiros com o nome negativado no Serviço de Proteção ao Crédito (SPC) eram de 61 milhões de brasileiros. Com a pandemia esse número subiu. Em abril de 2020, já existiam mais de 62,83 milhões.

Isso demonstra que a falta de educação financeira contribui para o crescimento do endividamento no Brasil. Não obstante, os brasileiros perdem bilhões de reais por ano por falta de conhecimento de finanças, falta de conhecimento de produtos e serviços bancários e falta de conhecimento básico de economia. Cerca de 70 milhões de pessoas gastam tudo o que ganham.

No cenário mundial, segundo pesquisa global sobre Educação Financeira da S&P Global Finlit Survey: dois em cada três adultos no mundo são analfabetos financeiros. O Brasil está na 74ª posição, atrás de alguns dos países mais pobres do mundo como Madagascar, Togo e Zimbábue. Contatou-se ainda, que no Brasil há uma disparidade entre homens e mulheres: 41% dos homens são educados financeiramente, ante 29% das mulheres.

Quanto aos jovens, segundo o relatório do Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (Pisa, na sigla em inglês), divulgado em 2018, o Brasil é o 4º pior país em competência financeira de jovens, que demonstrou a dificuldade de fazer contas financeiras básicas, comuns no dia a dia de um adulto, entre outros assuntos que envolvem situações com cartões de débitos e contas bancárias, entendimento de taxa de juros e empréstimos, escolha entre uma variedade de planos de celular etc. O Brasil ficou entre os piores de 20 países, em 17ª posição.

Um dos grandes problemas que contribui para esses índices é que a Educação Financeira ainda não é uma realidade nas salas de aula. Segundo a Associação de Educação Financeira do Brasil (AEF Brasil), a situação é mais grave nas regiões Centro-Oeste e Nordeste, onde estão, respectivamente, apenas 7% e 8% das escolas do País que trabalham o conteúdo. No Sudeste as atividades de seus colégios representam 20% do total nacional, o Sul 32% e Norte 33%.

Saber ler e escrever não quer dizer saber lidar com finanças e dinheiro. Há muitos casos em que há pessoas formadas em ensino superior, altos cargos e até ganhando bem, que são analfabetos financeiros. Pode-se se dizer que metade ou até mesmo a maioria são leigos no assunto. De acordo com o Banco Central, por exemplo, a proporção de endividamento de famílias com renda acima de 10 salários-mínimos em fevereiro deste ano de 2020, era de 62,1%.

Outro exemplo, são ganhadores de sorteios e prêmios em dinheiro, que ganharam fortunas e perderam tudo em pouco tempo.

Em contrapartida, há muitos casos de pessoas que cursaram apenas o primário ou o ensino fundamental ou médio incompleto e são prósperos e empresários de sucesso, como: John D. Rockefeller (fundador da Standard Oil Company); Henry Ford; Amancio Ortega; Kirk Kerkorian (fundador do MGM Grand, famoso hotel e casino em Las Vegas); Francois Pinault (com participações em marcas como Gucci, Christie, Samsonite e Puma, Pinault); David H. Murdock; Richard Branson; Carl Lindner Jr.; Joe Lewis entre outros.

Por isso, a Rock se preocupa tanto com a educação financeira e fornece vários conteúdos e ferramentas gratuitas para que todos tenham acesso à educação financeira e transformem suas finanças e vivam de forma mais digna.

A Rock desenvolve serviços, tecnologias e conteúdo para informação, conscientização e orientação de todas as pessoas que desejam aprender sobre finanças, seus métodos, planejamento e organização, através de conteúdos educativos, vídeos e simuladores disponíveis, além de tirar dúvidas e orientar nas relações entre você e seu banco.

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O que é necessário aprender