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400 tentativas de golpes financeiros por hora no Brasil?

De acordo com o relatório divulgado pela PSafe, empresa de segurança digital, de janeiro a outubro de 2021, foram bloqueados no Brasil mais de 3,4 milhões de golpes financeiros.

Isso representa uma média superior a 11 mil tentativas diárias ou 400 por hora.

A maioria dos golpes ocorrem por SMS, e-mail e redes sociais, onde os criminosos, passando-se por representantes das instituições financeiras, entram em contato com as vítimas com as seguintes principais artimanhas:

- Avisos sobre supostos bloqueios de cartões;

- Oferta falsa de upgrade de conta bancária;

- Oferta falsa de benefícios em transações;

- Pedido de atualização de senha;

- Pedido de regularização de acesso para evitar bloqueio do dispositivo; e

- Solicitam a atualização do aplicativo bancário para instalação de programa malicioso.

Ao cair nesses golpes, as contas digitais das vítimas são invadidas e os criminosos realizam empréstimos, transferências e pagamentos.

Mas não são apenas as pessoas físicas que são alvos dos golpistas, as empresas também têm sido o foco para vazamento de informações sigilosas e dados de clientes, bem como para pedir pagamento de resgaste pelos arquivos sequestrados. Mesmo com equipes de TI, ainda há riscos, vez que os golpistas sempre buscam novas vulnerabilidades e formas de ataques e golpes.

A JBS, por exemplo, pagou USD 11 milhões (R$ 55 milhões) para recuperar dados sequestrados.

As empresas também devem estar atentas aos funcionários diretos ou terceirizados com acesso ao sistema. Recentemente, no dia 02/10/2021, o iFood, por exemplo, sofreu ataque de um funcionário de uma terceirizada, onde o acesso da prestadora de serviço foi interrompido e os nomes dos restaurantes foram mudados para declarações políticas.

Segundo o ifood: “O incidente foi causado por meio da conta de um funcionário de uma empresa prestadora de serviço de atendimento que tinha permissão para ajustar informações cadastrais dos restaurantes na plataforma, e que o fez de forma indevida”.

Após tal acontecimento, onde 6% dos estabelecimentos registrados foram afetados, a Abrasel (Associação Brasileira de Bares e Restaurantes) pediu que o iFood arcasse com o prejuízo dos restaurantes que tiveram seus nomes trocados.

Um levantamento da Federação Brasileira de Bancos (Febraban), mostrou que os golpes contra clientes de bancos aumentaram 165% no primeiro semestre deste ano, quando comparados com o segundo semestre de 2020.

Os golpes são fraudes de engenharia social, ou seja, os próprios clientes são os fornecedores de suas informações confidenciais aos criminosos, como senhas e números de cartão.

Entre alguns desses golpes mais comuns, estão:

- Falso motoboy: o golpista liga para a vítima dizendo ser do banco e informa que o cartão foi fraudado, pede senha e diz para que o cartão seja cortado sem danificar o chip. Após, diz que um motoboy irá buscar o cartão. Os bancos nunca pedem o cartão de volta, muito menos motoboys à casa de cliente.

- Falsa central de atendimento: o golpista também liga para a vítima dizendo ser da central de atendimento da instituição da qual a vítima é cliente, informando suposta invasão da conta, clonagem do cartão e solicita dados pessoais e financeiros, bem como pede para que a senha seja digitada. Os bancos não pedem senha. Desligue a ligação e entre em contato com sua instituição financeira em seus canais oficiais.

- Troca do cartão: quando em uma loja o cliente digita a senha para pagamento, o cartão pode ser trocado. Golpistas infiltrados podem observar a senha digitada e trocar o cartão na hora de devolver. Para evitar isso, o próprio cliente deve passar o cartão na maquininha ou caixas eletrônicos e não aceitar ajuda de desconhecidos.

- Clonagem do WhatsApp: golpistas ligam para a pessoa dizendo que estão realizando manutenção do cadastro da conta em um determinado site e solicitam o código de segurança que é enviado pelo aplicativo por SMS. Após, os criminosos cadastram o aplicativo da vítima no celular deles e enviam mensagens pedindo dinheiro. Neste caso, é importante ativar no aplicativo a “confirmação em duas etapas”.

Portanto, de uma forma ou de outra, os cuidados na segurança e em não clicar em links enviados por fontes estranhas ou desconhecidas parece clichê, mas muitos caem e acabam suportando enormes prejuízos financeiros.

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